“Alexandre
Brethel, emigrante francês que foi um dos pioneiros na ocupação de uma das
últimas regiões dos Sertões do Leste, o Vale do Carangola, registraria que, ao
contrário da zona litorânea civilizada, “onde os homens respeitavam um código
que os defendia dos ataques e dos abusos dos demais”, no interior “reinava a
barbárie, (...) onde as difíceis condições de vida encontradas, pela vegetação,
pela fauna e pela luta que o homem deveria levar para nela se instalar, tudo
era violência, prova de força” 40. Brethel sublinhou que “no Carangola, a
equidade, a justiça e a humanidade eram valores menores, amiúde pisoteados”,
reafirmando que o ambiente nas fronteiras da colonização da Mata era uma terra
sem lei, posto que se a ocupação das terras avançava com celeridade, por outro
lado encontrava-se em estágio rudimentar na transição que em tempo futuro
consolidaria a civilização no espaço efetivamente colonizado: “as pessoas
falavam mal uma das outras, se invejavam e se trapaceavam, como também
levantavam falsas acusações, roubavam e matavam impunemente.”
D. João VI e
o genocídio dos índios botocudos∗ Márcio Resende Ferrari Alves-José
Eustáquio Diniz Alves

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